PAIS, INSTRUAM A SEUS FILHOS SOBRE SUA IDENTIDADE RELIGIOSA

por Pastor Flávio Silva

Gênesis 17:1-8
Pais, instrua seus filhos sobre sua identidade gloriosa

Se seu filho bebê morresse hoje, ele iria para o céu ou para o inferno? Como você pode saber isso? A resposta dada por grande parte das pessoas é que o seu filho irá para o céu. Isso porque se diz que todas as crianças que morrem vão para o Senhor. Pois, dizem eles, Deus é misericordioso e certamente não rejeita aqueles que não tiveram a oportunidade de respondê-Lo, não lançaria no inferno inocentes.
Mas, será mesmo? Como resultado da queda no pecado, toda a raça humana, incluídos os bebês, tem a natureza de pecaminosa. Ninguém, nem mesmo uma criança, está em uma espécie de território neutro diante de Deus. Quando alguém que não está do lado de Deus morre, seja criança, jovem ou velho, ele não vai para o céu; a Bíblia não faz diferença de idade.
A questão é: como você pode saber se nossos filhos realmente pertencem a Deus? Observe a passagem que lemos em Gen 17. Deus falou a Abraão a sua decisão de estabelecer a sua aliança com o homem Abraão e com sua descendência. Vs 7: “E eu estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de, nas suas gerações …, para ser seu Deus e de seus descendentes depois de ti.” A aliança de Deus é estabelecida não com alguns descendentes, mas com todos. E não é diferentes tipos de alianças que Deus fez com os filhos de Abraão, mas sim, “eu estabelecerei a minha aliança (há apenas um) entre mim e você e seus descendentes (todos eles, não só alguns) …, para ser seu Deus e (todos) os seus descendentes depois de ti.”

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Pedro no dia de Pentecostes lembrou o povo de Israel da promessa da aliança mencionada em Gn 17. Disse Pedro: “Pois a promessa é para você e para seus filhos, e a todos os que estão longe…” (Atos 2:39). A promessa da aliança pertence não apenas para alguns filhos de crentes, mas para todos. Paulo escrevendo aos Coríntios, a igreja de Cristo entre os gregos, composta de muitas famílias, onde havia pai que cria e outro que não tinha a fé verdadeira, Paulo insistiu que o cônjuge cristão não deveria buscar divorciar do parceiro descrente. Paulo diz: “… o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada pelo marido, caso contrário os vossos filhos seriam impuros, mas agora são santos” (I Coríntios 7:14). Vocês prestaram atenção: “Agora eles são santos.” Paulo não diz que os filhos de um pai crente poderão ser santos, mas sim, o apóstolo, movido pelo Espírito Santo de Deus é taxativo: os filhos de um pai crente são santos. E o que significa ser santo? Ser santo significa que há uma relação com Deus, e Deus reivindica como sua propriedade.
Há um grande conforto para nós. As crianças fazem parte da aliança com Deus, plena e verdadeiramente, com todos os direitos e privilégios, fazem parte dessa aliança, sem pressupostos, e devem ser batizadas porque elas pertencem a Deus que é seu Pai e se importa com eles e o Filho de Deus lavou seus pecados e o Espírito Santo vive em seus corações. Embora nossos filhos não entendam tudo isso ainda, eles devem ser batizados como herdeiros do reino de Deus e de Sua aliança. Esse é o ensinamento glorioso das Escrituras sobre o Deus dá aos filhos de pais crentes!
Como filhos de Deus, nossos pequeninos estão seguros com Deus seu Pai, seguros, tanto nesta vida como na vida futura. E essa riqueza vemos na Escritura Sagrada, não é algo novo, é exatamente o que as gerações têm confessado.
Quais as provas de que nossos filhos pertencem a Deus? A prova está em seu filho ou em Deus? Claro, a prova está em Deus que afirmou que seu filho pertence a Ele. Como você sabe que Ele afirmou que seu filho pertence a Ele? Ele nos chama em Sua palavra para olhar para os textos onde Ele estabelece sua aliança com os crentes e seus descendentes.
Este ensino glorioso da Escritura sobre os filhos que Deus nos confia tem uma consequência. No coração do batismo está o fato de que Deus falou que os filhos que Ele nós confiou são Seus. Com base no que a palavra de Deus diz, nossos filhos são extremamente abençoados. Eles têm um Pai no céu que importa com eles, perdoa seus pecados, e garante com o Espírito Santo para viverem dentro da aliança. Eles são abençoados. Claro, as crianças pequenas não sabem automaticamente desse fato gloriosos. Daí vem a obrigação de Deus para os pais: Enquanto [as crianças] crescem, os pais têm o dever de instruí-las nestas coisas.
Instruí-las. Os pais são os meios que Deus usa para ensinar seus a filhos sua identidade real e seus efeitos maravilhosos. Deuteronômio 6, Deus diz aos pais de Israel para ensinar Suas palavras diligentemente as crianças, ” tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.” ( vs 7). Deus quer que os filhos saibam que no céu têm um Pai misericordioso por causa de Cristo que lhes providenciou todo bem e transforma todo mal em seu benefício, e os pais devem ensinar aos filhos. Deus quer que os filhos saibam que eles têm um Salvador o Filho de Deus que lavou os seus pecados e os uniu a Deus, e os pais têm que ensinar isso. Deus quer que as crianças saibam que o Espírito Santo habita no meio delas, renova-as e, no último dia há de aperfeiçoá-las, e os pais têm que ensinar sobre isso. Este é o tesouro que os pais devem transmitir aos seus filhos. Sua identidade centrada em Deus exigiu treinamento!
Ao longo dos anos nada mudou. Deus ainda tem o prazer de usar os pais para instruir os seus filhos de sua identidade gloriosa. Então, como pais, temos hoje um maravilhoso e ao mesmo tempo importante dever de inculcar sobre nossos filhos qual a sua identidade.
E para fazer isso nós mesmos precisamos primeiro acreditar que nossos filhos são filhos de Deus, que nossos filhos têm uma identidade fundamentalmente diferente das demais crianças. Se eu como pai cristão não acredito que meus filhos são diferentes, então, por que eu me preocupar em criar meus filhos de maneira diferente do que o meu vizinho faz? Deus disse que os nossos filhos são dele; você acredita ou não nisso? Se aceitarmos, não tem escolha, inculque sobre nossos filhos que eles são diferentes, e, portanto, têm propósitos e modos de vidas diferentes.
A nossa fé aponta para ações concretas. Na prática falamos com nossos filhos na mesa, na praia e na rua sobre a sua identidade privilegiada. Significa na prática que vamos cuidar que as influências que formam as atitudes de nossos filhos estejam de acordo com sua identidade como filhos de Deus. Significa na prática que em casa e na escola, vamos cuidar para que nossas crianças recebem realmente uma instrução cristã.
Esse efeito nos dá algo para pensar: Levamos as promessas de Deus a sério, e assim ensinamos em casa a Palavra de Deus? Estamos conduzindo nossos filhos à igreja e à catequese, e assim por diante? Tudo isso é maravilhoso. Mas, o que mais podemos fazer? Quero dá alguns exemplos: Estamos vestindo ou permitindo que nossas crianças se pareçam com o mundo expondo a sensualidade? Permitimos que as crianças falem com o mesmo tom de desrespeito à autoridade como os filhos do vizinho, permitindo que nossos filhos participem dos mesmos eventos que o mundo idolatra participam? Permitimos que nossos filhos assistam aos mesmos programas na TV, joguem os mesmos jogos de computador, apreciem a mesma música que caracterizam as pessoas do mundo? Se nós, como pais permitimos essas coisas, como podemos ensinar que nossos filhos são diferentes do mundo? Precisamos colocar em prática e de forma radical o que confessamos. Pela graça de Deus nós acreditamos nas promessas de Deus sobre os nossos filhos, e assim precisamos tratá-los como filhos de Deus e ensiná -los a amar e honrar a Deus.